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Morice Benin
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Um cantor de dimensão planetária.

Era uma grande noite do Larzac. Um jovem cantor colocava fogo às ilusões e se revelava ao grande número de 150.000 pacifistas reunidos para se opor à extensão do terreno militar. Mais tu és feliz, mais tu amas os outros... a sanção foi imediata e o jovem Morice Benin, que oito anos antes desembarcara de Marseille para fazer carreira, depois subira a Paris e assinara contrato com a Barclay, Maurice o revoltado se transformava nesta noite de glória em um dos cantores cult de uma geração que contestava muito, mas amava tudo tanto... senão mais.

É ao ritmo de 150 shows por ano que ele é o porta-voz desses que aspiram a uma outra forma de ver e viver o mundo. As gravações vão na mesma cadência. Seu disco principal será sempre Je vis (lançado em 74), com mais de 100.000 cópias vendidas. Maurice vai sobre uma onda possante, feita de uma cultura em movimento...

Ele alinha as experiências musicais, os reencontros, os concertos, as turnês, tanto na França quanto no estrangeiro, obtendo de passagem um prêmio da Academia Charles Gros em 1985 para seu disco sobre a poesia de René Guy Cadou, Chants de solitude. Continuando sua rota, depois se instala em Grenoble, onde cria uma comédia musical, Dessine-moi un enfant, e assina seu décimo primeiro disco.

Ele abre um novo caminho, inventando uma coleção de cassetes temáticos, batizados Pour prendre le large. Reencontramos textos colocados em músicas ou não, textos de Morice e também de autores célebres ou desconhecidos, viveiro para todo um terreno de novas canções mais profundas.

Vêm os anos 90. Ele monta um segundo espetáculo para crianças, fruto de seus trabalhos experimentais dentro das escolas, Couleurs. Recebe um prêmio da SACEM, um segundo disco com os poemas de Cadou, em seguida Essentiels, uma gravação que de certa maneira marca o fim de seu período parisiense. O disco que se segue se intitula Funambule amoureux, o décimo quarto.

O ano de 1996 é marcado pelo começo de uma colaboração com o escritor-poeta Jacques Salomé: no ano seguinte aparece um outro disco, depois um espetáculo realizado a partir dos textos de Salomé. É La vie à tous.

Daí em diante trabalha com o músico Dominique Dumont. Morice e Dominique são realmente cúmplices e amigos como as duas cordas mi de um violão. Uma nova gravação está feita, se chama Vie vent. Dominique é um dos diretores da obra. Como o cantor Morice: Isto é uma estrela, um anjo guardião, dublê de um famoso guitarrista. Desculpe. Músico. (texto de Jean François Lacour - tradução de Valéria Fontenelle).

Não parece, mas Morice Benin canta há trinta anos. Ele escreveu suas primeiras canções aos 14 anos, mas o choque "original" vem do espetáculo de um certo Jacques Brel, no Teatro Municipal de Casablanca, em 1962. Vêm em seguida seus outros "pais espirituais", os Brassens, Leclerc, Nougaro, Ferre. Três anos depois do famoso concerto, Morice desembarca em Marseille de férias. Ele jamais utilizará seu bilhete de volta. Empurrado por uma força que ele não suspeita, ele vai a Paris tentar a sorte... sem um tostão no bolso, mas com muitas ilusões.

Passam-se anos de trabalho, passagens pelos cabarés da rive-gauche, e o reencontro com Jacques Demarny (hoje presidente da SACEM), que lhe abre as portas da Barclay. Maio de 68 ainda está presente na memória de toda uma geração, quando, no começo dos anos 70, Morice rompe com a capital e parte para se instalar em Ariège com um punhado de amigos. E passa então a ser o cantor de toda uma parte de sua geração "contestadora", ao lado de Colette Magny, Bernard La Villiers, Maxime Le Forestier, Catherine Ribeiro e François Beranger.

No começo dos anos 80 Morice se religaria à cena parisiense, apresentando-se durante várias semanas consecutivas no teatro da Gaieté-Montparnasse, depois na Printemps de Bourges. A partir desta época, Morice Benin se apresentou em dezenas e dezenas de cidades do hexágono, livre, sem esquecer um memorável Olympia em 1990...

Há 50 anos, este artista, à margem de grandes circuitos comerciais, é um autor-compositor notavelmente fecundo que nos prepara outras belas surpresas no novo milênio...

Vá ao encontro de uma palavra que guarda a cabeça alta no meio dos rumores de época. Com suas palavras de poeta obstinado, Morice Benin continua conduzindo sua carreira e atraindo a cada um de seus concertos os incondicionais de sempre e os curiosos que vêm a descobrir o fenômeno... (texto de Jean Lapierre, do Dauphiné libéré - tradução de Valéria Fontenelle).

Visite também: http://moricebenin.com (em francês).


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In-Spiro
World Music | Esperanto
(Morice Benin - tradução: Roel Haveman)
MP3 2744 Kb
Canção em novo estilo - vida vento, inspiração.
Voz: Morice Benin; Teclado e arranjo: Leo Nissim; Guitarra: Dominique Dumont; Acordeon: Norbert Paul; Violoncelo: Dominique Brunier; Percussão: Sydney Thiam; Flautas doces irlandesas: Christophe Negre; Coro: Anne-Marie Ferreira e Laurence Giorgi.
La Landoj Ekzistas Ne
World Music | Esperanto
(Morice Benin - tradução: Georges Lagrange)
MP3 4576 Kb
Canção sem nação - os países não existem.
Voz e violão: Morice Benin; Teclados, voz e arranjo: Michel Goubin.
Maristoj de l' Tero
World Music | Esperanto
(Morice Benin - tradução: Georges Lagrange)
MP3 2630 Kb
Passageiros do mesmo barco, marinheiros da Terra.
Voz: Morice Benin; Teclado e arranjo: Leo Nissim; Violão: Dominique Dumont; Piano: Norbert Paul; Violoncelo: Dominique Brunier; Percussão: Sydney Thiam; Sax alto: Christophe Negre.



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